11 - Parágrafo sobre cap. 7, 8 e 9 - Filosofia da Caixa Preta
Depois da explicação dos capítulos anteriores acerca da manipulação programadas das imagens e aparelhos sobre as informações “magicizando-as”, o texto conclui amarrando todo o seu desenvolvimento. O fato é que a humanidade chegou ao ponto de programação em que não mais enxergar a verdade mesmo quanto evidenciada, já que explicações não lhe servem mais, apenas imagens. Apenas quem se identifica com as verdades expostas finalmente é capaz de compreende a dimensão que isso tomou na atualidade e o quanto se está iludido para como o mundo realmente funciona, quem domina quem nesse jogo de informações e tecnologia.
O curioso é que existe o discurso que enaltece as máquinas sobre os humanos, mas a verdade é que elas não passam de meras cópias limitadas de nós, como o texto enfatiza. Limitadas, pois precisam de nós para melhorarem e nunca serão capazes de criar alguma coisa totalmente nova e singular sem se apoiarem em algo já produzido. Infelizmente o programa fez a própria humanidade se atrofiar no quesito “imaginação” e “pensamento crítico”, transformando-se em máquina também.
Creio que o único jeito de recuperar nossas habilidades e finalmente “vencer” o jogo é saindo dele, simplesmente não jogar mais. Afinal, como triunfar sobre algo que não se conhece a extensão do programa e que tem autonomia para evoluir toda vez que o “superamos”? É como uma partida de xadrez entre o homem e a AI. A cada vitória, é um triunfo para ambos, pois a AI aprende e guarda todas as informações em sua memória infinita, e é cada vez mais difícil “vencê-la”. Não jogar o jogo significa não a munir de informações que possa usar contra nós eventualmente. Não precisamos vencer, é só não nos deixarmos ser vencidos.
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