14 - Parágrafo sobre textos Nosso Programa + Img com Computador
É curioso como o texto passa a idade nada intuitiva de que num mundo programático teríamos mais liberdade do que num regido por propósito, causa e efeito; ou melhor, uma sensação mais clara de liberdade, visto que, as múltiplas possibilidades e permutações são basicamente impossíveis de serem previstas — ainda que todas vão necessariamente se realizar a longo prazo. A verdade é que o problema da liberdade está em tentar uniformizar sua definição, o que em si já causaria a quebra de seu conceito principal, pois “limites” seriam criados para algo unanimemente subjetivo e infindo. Nesse ponto de vista, o que traria (não seria) mais liberdade é o conhecimento, a informação.
A liberdade não está isenta de causa e efeito, tão pouco de finalidade, é uma coisa a parte, num nível acima, que só se contrapõe ao controle. Tem-se liberdade para escolher, para manipular o interior, e ela apenas diminui drasticamente quando passa para o exterior, o coletivo, por efeito das outras decisões tomadas que, estas sim, não temos controle (já que é livre). É onde nasce a causalidade advinda de várias finalidades distintas. Mas a liberdade de escolha permanece, intensificada pelo conhecimento adquirido que se torna o verdadeiro poder (no sentido de dominar e possibilitar da palavra), visto que, este amplia ainda mais as opções disponíveis no vasto Universo.
O aparelho pode ter um número limitado de escolhas, mas com esse conhecimento do todo, o indivíduo deixaria de ser funcionário e passaria a ter domínio de suas escolhas no jogo (viria dele, não da máquina). Se não houver a funções desejada no aparelho, é escolha do jogador continuar o jogo com os recursos disponíveis ou deixá-lo para criar sua própria maneira de chegar a seu objetivo. O ponto está em tornar as ideias o mais conscientes possível para então ter mais controle do destino ao invés de se apoiar num propósito causal pré-determinado por terceiros; a menos que esta seja uma escolha consciente do indivíduo — afinal, o que é liberdade se não a possibilidade de escolha?
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