06 - Parágrafo sobre cap. 1, 2 e 3 - Filosofia da Caixa Preta
O que observo de mais curioso no texto
é a grande verdade no desenrolar das ideias a respeito do que seria uma imagem
e o impacto de sua existência. A princípio, um objeto que deveria apenas
ilustrar o mundo real torna-se mais uma moleta para a humanidade, que se afasta
da realidade e de suas natas habilidades de imaginação. Infelizmente, nos dias
de hoje não é comum pararmos para analisar profundamente algo no exterior, muito
menos para imaginar aquilo que ainda não “existe”.
O processo de decifrar uma imagem
vai sendo cada vez mais encurtado na intenção de abreviar o tempo gasto até não haver mais
nada ou ser tão simples que é muitas vezes descartado. Podemos perceber isso no encurtamento
das palavras que falamos com o passar do tempo. Parece que a humanidade sempre
acaba caindo no erro de banalizar tudo ao seu redor e objetivar em algo simples,
sem nenhum significado por trás. O fato das quatro dimensões serem abstraídas em
duas ou apenas uma dimensão e vivermos satisfeitos com isso — como se nenhuma
informação tivesse se perdido — exemplifica bem a comodidade que nasce da ideia
de não termos tempo para tais “coisas”.
“— Não é produtivo gastar
tempo imaginando coisas, quando temos o que fazer no mundo real!”, é o
que é reafirmado constantemente, atrofiando aos poucos nossa imaginação e crítica.
Tudo isso cria uma reação em
cadeia que é percebida ao tentar remediar um problema sem de fato resolvê-lo, gerando outro
ainda maior como a ignorância. A ignorância de nem se quer enxergar que existe
um problema, que existe a necessidade de analisar uma imagem técnica,
que existe uma hierarquia de programas que procuram nos dominar por meio
dos aparelhos, etc...
Para mim, o maior problema da
humanidade é a crença em sua incapacidade de imaginar, analisar, decifrar tudo
ao seu redor e dentro de si próprio, passando a vida conformada com isso.
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